O conceito de Cidades Inteligentes e sua aplicabilidade

O conceito de Cidades Inteligentes e sua aplicabilidade

O conceito de Cidades Inteligentes e sua aplicabilidade

Neste artigo explicamos o conceito de “Cidades Inteligentes” e como sua aplicação pode impactar positivamente os setores de tráfego, transportes, infraestrutura viária, mobilidade urbana e novas tecnologias. Boa leitura!

O que são Smart Cities – Cidades Inteligentes?

“Cidades Inteligentes”, ou Smart Cities, é um termo relativamente novo utilizado para denominar um conjunto de soluções inovadoras para as grandes cidades. Com o crescimento desordenado da população e a mobilidade urbana comprometida, é necessário investir em soluções tecnológicas e eficientes em termos de locomoção, qualidade de vida e reutilização dos recursos. O conceito de Cidades Inteligentes abrange várias esferas e necessidades que uma grande metrópole comporta; como a coleta de lixo, controle da poluição do ar, tráfego, micromobilidade, habitação social, transporte público, planejamento urbano, entre outros.

Cidades inteligentes são aquelas que utilizam a tecnologia, planejamento e inovação para solucionar problemas e demandas da população, otimização de espaço e recursos, gerando crescimento econômico, utilizando seus recursos de forma sustentável e inteligente. De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, 9 fatores podem indicar o nível de inteligente de uma cidade:

  • Alcance Internacional

  • Capital Humano

  • Coesão Social

  • Economia

  • Governança

  • Meio Ambiente

  • Mobilidade e Transporte

  • Planejamento Urbano

  • Tecnologia

Como são criadas as “Smart Cities”?
Há duas possibilidades para a formatação de uma Cidade Inteligente, a primeira seria investir na criação e planejamento de cidades planejadas, desenvolvendo ações sustentáveis e tecnologias eficientes. A segunda maneira é reavaliar processos das cidades existentes, identificar problemas, demandas e melhorias, aplicando as diversas modalidades de uma Smart City.


Um exemplo de Cidade Inteligente: cidade de Copenhague, na Dinamarca.

Com 613 mil habitantes e 1,31 milhão de habitantes na região metropolitana, Copenhague é a maior cidade da Dinamarca. Ela possui 400 km de ciclovias – a ciclovia mais movimentada da cidade registra cerca de 40 mil passagens de ciclistas por dia. Na região central da cidade,há mais bicicletas do que habitantes. Além disso, cerca de 63% do parlamento dinamarquês pedala todos os dias para ir trabalhar.

Tecnologia em Cidade Inteligente: Songdo (Coreia do Sul)
Maior referência em tecnologia das Cidades Inteligentes:

A cidade foi criada do zero, está sendo desenvolvida desde 2004 e a previsão para o término é para o ano de 2020. Possui cerca de 90 mil habitantes e outras 50 mil se deslocam para Songdo. A expectativa é que nos próximos anos a cidade comporte 200 mil habitantes e expanda ainda mais seu centro comercial. É uma cidade planejada que possui 3,7 milhões de metros quadrados construídos para o centro comercial, 929 mil metros quadrados para o varejo, 3,25 milhões de metros quadrados de construção residencial.

Uma estratégia utilizada para o planejamento da cidade é reduzir a necessidade de carros, para isso, no plano urbanístico desenvolvido, os escritórios, parques, escolas e dispositivos médicos foram construídos relativamente próximos às casas e apartamentos. Os apartamentos residenciais e prédios comerciais foram construídos a uma distância de 12 minutos de estações de metrô ou de paradas de ônibus. Promovendo qualidade de vida, melhoria na mobilidade urbana e otimização de tempo e espaço.

Os edifícios construídos são conectados a sistemas que monitoram a energia e alarmes de incêndio, reduzindo custo de manutenção e otimizando o uso. O sistema de tubos pneumáticos também foi implantado na cidade, ele possibilita que os resíduos da população sejam coletados pela tubulação e sejam descartados na central de coleta de lixo. Com isso, não existem caminhões de coleta de lixo, o que impacta tanto a mobilidade urbana quanto a saúde da população. Os detritos são utilizados para abastecer incineradores que geram energia.

Exemplo de readaptação das cidades.

Armação de Búzios aderiu às tecnologias de Smart City para otimizar o consumo e produção de energia. Foram implantadas 60 lâmpadas de LED controladas remotamente, medidores inteligentes em 222 residências para o controle do consume de energia e, além disso, a empresa contratada pelo governo implantou um sistema de venda de energia elétrica, em que os moradores podem gerar energia através da energia solar e “vender” para a empresa, abatendo o valor da conta de luz – gerando energia limpa e sustentável.

Mobilidade Urbana
Problemas como congestionamentos, emissões de gases do efeito estufa, mortes no trânsito e infraestrutura urbana são sanados com o planejamento prévio de uma cidade. Utilizar recursos tecnológicos, melhorias de infraestruturas, novas formas de locomoção e um plano urbanístico estratégico, ou qualquer movimento de melhoria dessa ordem, tem impacto direto na economia, no aspecto social e na qualidade de vida de uma cidade.

As Cidades Inteligentes incluem a mobilidade urbana em seu plano estratégico para melhorias e soluções. Toda alteração de tecnologia como, por exemplo, o planejamento inteligente de edifícios, novas modalidades de saneamento básico, carros compartilhados, VLTs, carros autônomos, geram uma necessidade da melhoria da infraestrutura da cidade. Não existem melhorias que não impactam direta ou indiretamente a mobilidade.

De acordo com um relatório sobre o futuro da mobilidade (da Revista Galileu), os principais fatores propulsores na concepção inteligente das estradas seriam: mudanças climáticas, busca por melhorias ambientais, robótica, inteligência artificial e os sistemas automatizados, como os carros autônomos, que abrirão novos mercados para empresas automobilísticas e demandas de infraestrutura.

Tecnologias conectadas, colaborativas e sustentáveis também são essenciais no funcionamento de cidades como, por exemplo: calçadas que geram energia solar, rodovias solares, rodovias construídas com matérias recicláveis, túnel subterrâneo para veículos não autônomos, entre outros.

Paulo Tadeu Arantes, arquiteto especialista em planejamento urbano pela Universidade de Dortmund, na Alemanha, cita: “Quando se diz cidade inteligente, estamos falando, por exemplo, de uma cidade para as pessoas e não mais para veículos”. A cidade do futuro abrange tudo o que a envolve, com o objetivo de utilizar os recursos em prol da população e da sustentabilidade.

Referências Bibliográficas:
www.revistagalileu.globo.com/infografico-mostra-futuro-intermodal-e-inteligente-da-mobilidade-urbana.html
www.fdv.com.br/smartcities
www.vivadecora.com.br/cidadesinteligentes

 

Artigo escrito por Raquel Silveira, estagiária de Comunicação e Comercial.

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